“ O umbigo do mundo” recebe o Prémio Geoconservação 2014

geoparque

Foi dado mais um importante paço para candidatura Geoparque Terras de Cavaleiros.

No passado dia 22 de Abril, Dia Nacional do Património Geológico, o já denominado “umbigo do mundo” foi distinguido pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na conservação e preservação do mesmo. Deste modo, estão cada vez mais reunidas condições para a inclusão do município de Macedo de Cavaleiros na rede Mundial de Geoparques.

Nos esforços levados a cabo pelo município destacam-se a Rota Geológica, com duas variantes, a rota menor com 50 quilómetros e a rota completa com 110 quilómetros e a recuperada casa do guarda-florestal, transformada no Centro de Interpretação Geológica de Morais, com uma componente educativa que já apoiou o desenvolvimento de seis programas com as temáticas da geologia, biologia, ambiente, história e cultura.

A sustentabilidade na geoconservação é uma responsabilidade totalmente atribuída ao ser humano, pois é este o principal causador dos efeitos nefastos na geo e biodiversidade.

Através da UNESCO, as Nações Unidas têm vindo a promover a década (2005-2014) da educação para o Desenvolvimento Sustentável. A geoconservação consiste na proteção do património geológico, este património tem sido sistematicamente afetado, não só através de processos naturais como também por via da exploração não regulada dos minerais, fosseis, rochas e paisagens.

Esta sensibilização para a geoconservação em Portugal assenta em três pilares, a inclusão nos programas de educação no ensino básico e secundário, na legislação sobre a Conservação da Natureza que contempla desde o ano de 2008 noções de geossítio e de património geológico, e a não menos importante criação de Geoparques.

Foi neste âmbito que a Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico (ProGEO) que atribui ao município de Macedo de Cavaleiros o Prémio Geoconservação 2014 pelo trabalho desenvolvido na preservação de um singular património geológico no Maciço de Morais.

O Maciço de Morais, que os geólogos apelidam de «umbigo do mundo», (Menção Honrosa recebida, em 2010 ) apresenta vestígios de dois continentes e de um oceano desaparecidos e envolvidos na formação daquela cadeia de montanhas, há mais de 280 milhões de anos, muito antes dos dinossauros, quando os dois continentes chocaram e empurraram a placa oceânica do fundo do mar que os separava.

Segundo um comunicado enviado pelo município, «Aqui estão inventariados 42 geossítios que encerram um importante valor científico, educativo e geoturístico, sete deles a sofrerem intervenção para uma melhor visitação»

Esta publicação também está disponível em: Inglês

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Vitor Pereira

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