“Ecozity” reflete sobre Passado, Presente e Futuro das Smart Cities

O segundo encontro Ecozity reuniu representantes dos sectores público e privado para uma reflexão e troca de experiências de Smart Cities e mobilidade sustentável.

As jornadas dividiram-se em duas partes distintas, a primeira dedicada às novas experiências no que se refere a serviços e eficiência energética nas cidades e a segunda centrou-se na mobilidade sustentável tendo o veículo elétrico como protagonista.

20131218-ecozity-mesa-inaugural-728Ideias como a necessidade de integrar desenhos inovadores nas cidades do futuro e definir critérios profissionais, contribuir a um desenvolvimento de um meio ambiente sustentável e uma economia moderna que ajude o cidadão a atingir uma realização pessoal e profissional e criar cidades abertas em troca e ver o restante mundo como parte de uma troca de paradigma global.

Coube a José Antonio Granero, Decano do Colégio Oficial de Arquitetos de Madrid (COAM); Giampaolo Zambeletti, Vice presidente de Unidade Editorial; Ana I. Pereda, Diretora de Expansão e Ana Botella Presidente de Madrid, dar as boas-vindas e lançar os temas da jornada de reflexão sobre Smart City e Smart Citizens.

Cidades Inteligentes

A primeira mesa redonda foi dedicada ao tema “Smart Cities, novos passos”. Alcançando serviços públicos mais eficientes, interativos e integrados com os cidadãos foi o tema em comum entre os alcaides de Málaga, Francisco de la Torre; Santander, Íñigo de la Serna; Ávila, Miguel Ángel García, e Valladolid, Francisco Javier León de la Riva.

Cada um dos edis expôs as ações que estão a desenvolver-se nas suas cidades. Assim, De la Torre, referiu-se ao projeto Smart City Malaga, liderado pelas empresas Endesa e IBM e que incorpora os centros de controlo, de tráfego e emergências; mobilidade sustentável; ações para a transparência entre os cidadãos; gestão da água e qualidade do ar, entre outras.

No caso de Santander, o seu presidente, Iñigo de la Serna, destacou a plataforma de “Internet of Things” que pretende reunir a informação proveniente dos diferentes sensores instalados em toda a cidade (fixos, móveis, e informação dos cidadãos). Tudo estruturado à volta de quatro eixos: gestão de resíduos, gestão de águas, eficiência energética e participação cidadã, esta última “a parte menos desenvolvida” referiu De la Serna.

20131218-ecozity-twizy-728Por seu turno, Miguel Ángel García explicou que os objectivos que Ávila espera alcançar com o seu projeto, enquanto Smart City, passam por “melhorar os projetos de I+D+i e participar em projetos internacionais, assim como melhorar a vida dos cidadãos e a qualidade de vida da cidade”.
Um objectivo, de resto, importante para esta cidade na sequência da adesão ao “Pacto de Alcaides” para atingir os objectivos da Europa 2020. O autarca realça também que vai por em marcha o Smart City Innovation Hub para fazer destacar e valorizar as capacidades da cidade.

León de la Riva, por outro lado, apresentou o projeto Rota Rios de Luz, de Valladolid, que tem o duplo propósito de “gerar poupanças energéticas e económica, bem como, atrair turistas e aumentar as dormidas na cidade”, referiu. Também fez referencia ao projeto Smart City de Valladolid e Palencia, no qual as parcerias publico-privadas estão a ser fundamentais. A aposta do município na mobilidade elétrica e a implementação de ações para melhorar a acessibilidade a todos os cidadãos, através, por exemplo da página web municipal.

As empresas e a Ecozity

O bloco seguinte de intervenções, a “Participação das empresas na gestão de uma ECOZITY”, começou com uma mesa redonda com um intercâmbio de experiências, com a participação de representantes de Bosch Electrodomésticos, Ingeteam, ABB Espanha e Altran que falaram das novas formas de gestão para um crescimento sustentável.

20131218-ecozity-correos-728Os representantes do sector privado mostraram alguns dos projetos e soluções que as novas tecnologias proporcionam ao cidadão, como a possibilidade de estar informado dos consumos de eletricidade no lar para tomar decisões sobre as tarifas, horários de consumo, etc.

Também foi destacada a mudança de paradigma no planeamento das infraestruturas com a chegada do veículo elétrico e as diferentes soluções que empresas como a Ingeteam o ABB oferecem ao mercado para comunidades de vizinhos, carregamentos privados, recarregamentos rápidos e/ou lentos adaptados aos diferentes standards internacionais.

Por último, o representante de Altran criticou a existência de projetos isolados “que se dedicam exclusivamente á tecnologia em vez de desenvolver iniciativas integradoras”. Nesta linha, o modelo ideal de governo focar-se-ia em 3 pontos: governo aberto, visão estratégica e definição, monitorização e valorização das Smart Cities.

Tecnologias da Informação e ambiente urbano

Na parte destinada à “Aplicação das Tecnologias de Informação no ambiente urbano”, intervieram os representantes das empresas Abertis Telecom, Correos, Ferrovial e IBM.
Neste ponto, os oradores valorizaram o papel da informação que é fornecida por diferentes plataformas de comunicação cidadãs e surgiu o debate sobre a tecnologia como meio ou um fim em si mesma. Mas, sobretudo, foi destacada a gestão da informação como essencial para tomar decisões que melhorem a eficiência dos serviços e a resolução de problemas.

Também se debateu uma alteração de paradigma dos serviços urbanos, o assunto foi lançado pelo representante de Aqualogy que destacou a aposta em novas ideias, nos empreendedores e nas Start-up; e inovação inteligente nas cidades.

Mobilidade Sustentável

20131218-ecozity-abb-728A segunda parte das jornadas, como mencionamos no inicio, entrou-se na utilização do veículo elétrico e na mobilidade sustentável, com as intervenções de oradores da Bosch Espanha, Renault Espanha, Empresa Municipal de Transportes de Madrid (EMT), Sedigas e ANFAC.
Cinco apresentações que abordaram as mais recentes soluções de mobilidade como a informação de roteiros em tempo real, com alternativas perante incidências de última hora; plataforma de gestão de frotas e condutores; desenvolvimento para a eficácia na condução como o sistema Start-Stop dinâmico ou a condução autónoma; a implementação do veículo elétrico em frotas de serviços urbanos; incorporação de combustíveis alternativos nas frotas de serviço público, etc.

Tudo com o propósito de contribuir para “uma melhor qualidade do ar, reduzir a emissão de gases contaminantes dinamizar a economia” e fazer incidir estes factores na segurança rodoviária, e qualidade de vida para os cidadãos.

Vitor Pereira