VOTOS DE UM SMART 2017

 

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Mais além da moda das Smart Cities existem inúmeros desafios que transformaram a concretização dos projetos Smart num lento e árduo processo. Alguns desses principais desafios estão bem patentes e vão continuar durante o próximo ano:

  1. Dinheiro: as cidades estão a funcionar com orçamentos apertados. O dinheiro canalizado para tecnologias de informação é, na maioria dos casos, uma pequena parte do bolo geral. Esta situação condiciona logo à partida a ação do município em atividades de Smart Cities ainda antes de considerar outros fatores.
  2. Organização: Há imensas entidades envolvidas num projeto de smart cities que por sua vez incluem múltiplos departamentos e funções. As cidades estão organizadas para funcionar no seu próprio ritmo e prioridades que nem sempre correspondem à organização necessária para um programa de smart city. Em muitos casos, os stakeholders provavelmente não terão esperanças e o projeto por ficará pelo caminho.
  3. Custos de implementação: como as despesas operacionais são alocadas, quem beneficia e como se dividem e partilham responsabilidades, são questões críticas. Sem uma clareza absoluta dos processos internos para responder a elas, o programa de smart city pode emperrar.
  4. Benefícios para os Cidadãos: Os administradores e executivo municipais – Autarcas e Eleitos – têm de responder aos cidadãos e justificar investimentos em programas que no imediato não se traduzem em benefícios visíveis para todos.
  5. Desenvolvimento tecnológico: As cidades gostam de implementar tecnologias com longos ciclo de vida; de facto, os casos preferenciais quase obrigam a que não existam quebras, ou seja difícil interromper as soluções, mesmo as de ciclos curtos. A estabilidade é assim, muito importante e as decisões devem ser ponderadas e estudadas, o que requer tempo e um processo que consome recursos e energia e em algumas cidades não se avança ao ritmo das novidades, o que provoca um acumular de um sem número de novas tecnologias que entretanto aparecem. Isto, novamente, bloqueia a implementação.

Nota: a estrutura de gestão de uma cidade tem um forte impacto na implementação de smart cities. Um Presidente de Câmara visionário com carisma e liderança pode avançar mais rapidamente na implementação de um programa deste tipo do que um Autarca que, apesar de ter vontade, não consegue (ou não pode) argumentar a necessidade de um programa smart city avançar na sua cidade.

Votos de um 2017 cheio de Smart Cities

Esta publicação também está disponível em: Inglês

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Vitor Pereira

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After 20 years of Journalism and Media Professional, I'm dedicated since 2008 to new projects related with Innovation and Technology. Consultant of many municipalities to the Smart Cities theme and Tourism sector based on the newest technologies and communication tools.

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