Todos com pressa do 5G sem que precisemos dele…ainda!

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A primeira versão comercial do 5G deverá surgir apenas em 2020, contudo, são já imensas as pesquisas, desenvolvimentos e posicionamentos por parte dos maiores industriais do setor. A intenção é óbvia, não perder o comboio desta nova geração de transmissão de dados em banda larga sem fios. O 5G, quando implementado, “será uma realidade totalmente nova”, porque apesar de estarmos a ver muitos avanços tecnológicos nas redes LTE atuais, “há um novo mundo à espreita de uma oportunidade”, refere Yang Chaobin, CMO do departamento de redes wireless da Huawei. O gigante chinês está de forma intensa, junto de parceiros globais, incluído europeus, a incentivar a pesquisa e a posicionar-se como um dos líderes na infraestrutura que o 5G terá obrigatoriamente de renovar, mesmo que seja necessário, “na maioria dos casos”, apenas um mix de intervenção software/hardware para fazer a atualização dos atuais sistemas. Numa conferência de imprensa exclusiva, no âmbito do LTE World Summit 2015, que decorreu em Amsterdão, e que juntou ainda eventos exclusivamente dedicados ao 5G e ao tema dos Carros Conectados, a Huawei revelou que até 2018 vai investir cerca de $600 Milhões em investigação. Um valor avultado e que demonstra bem a importância “desta tecnologia que será disruptiva”, refere o responsável.

 

IoT e o 5G

 

É um dos temas quentes em todas as conferências tecnológicas. O crescimento da Internet das Coisas, do número de dispositivos conectados e da necessidade de estandardizar uma série de coisas, entre elas a infraestrutura de comunicação.

Alain Maloberti, da Orange, alertou os operadores para não esperarem pelo 5G para abraçarem a IoT. Na sua apresentação, este responsável referiu que as redes LTE existentes atualmente podem perfeitamente administrar de forma capaz o tráfego adicional esperado e gerado pelos objetos conectados. “Temos muitos mais objetos diminutos como sensores e chips, pelo que estamos à procura de como cobri-los eficazmente, com o menor custo e consumo de energia com baterias que durem entre 10 a 15 anos”, explicou.

Yang Chaobin, da Huawei, pensa da mesma forma: “atualmente as redes ainda conseguem suprimir as necessidades de IoT”, adianta. Segundo o CMO da Huwaei, nada garante, nem é líquido, que o 5G seja a rede preferida da IoT: “é um mundo muito vasto, alguns objetos poderão necessitar da tecnologia de última geração, outros podem não ser tão exigentes”, garante.

Assim, enquanto o mundo fala de 5G, as atuais redes continuam a progredir em paralelo, sendo que o 4G ainda nem sequer alcançou o seu expoente máximo de penetração no mercado.

E o mercado só vai pedir o 5G quando tiver urgência de atrair o consumidor para uma maior experiência de utilização, qualidade e rapidez na entrega dos conteúdos e, claro, maior atratividade nos preços e oferta de serviço.

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Vitor Pereira

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After 20 years of Journalism and Media Professional, I'm dedicated since 2008 to new projects related with Innovation and Technology. Consultant of many municipalities to the Smart Cities theme and Tourism sector based on the newest technologies and communication tools.

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